Família, escola e comunidade podem ajudar as crianças a lidarem com o estresse

Família, escola e comunidade podem ajudar as crianças a lidarem com o estresse

Os locais que as crianças frequentam nos primeiros anos têm impacto direto sobre como elas poderão lidar com o estresse no futuro. O assunto é tema de pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que recentemente divulgou um artigo no jornal americano Time News, repercutindo como os ambientes desempenham um papel fundamental na resiliência social e emocional da criança.

Na publicação, a pesquisadora Allyson Andah também aponta o impacto das famílias, escolas e comunidades na formação da criança. A estudiosa demonstra como esses locais podem dar à criança ferramentas para lidar com sentimentos e a pressão, por exemplo. Para Laila Mendes, diretora administrativa da MiniMe, escola para crianças de quatro meses a seis anos de idade com unidade na Barra da Tijuca, as atividades voltadas para o desenvolvimento socioemocional são fundamentais para esse processo de formação dos pequenos e não apenas atividades “extras”. “Desenvolver habilidades emocionais e sociais desde cedo é  determinante para a evolução cognitiva das crianças, o que influenciará no desempenho acadêmico e na formação de cidadãos emocionalmente saudáveis”, explica Laila.

Segundo ela, o desenvolvimento socioemocional na primeira infância refere-se à capacidade da criança de reconhecer e lidar com emoções, estabelecer vínculos afetivos, desenvolver empatia, autonomia, cooperação e autorregulação emocional. Essas competências influenciam diretamente a forma como a criança aprende, se relaciona com colegas e adultos e enfrenta desafios no ambiente escolar. 

“Entendemos que as escolas de educação infantil desempenham papel central nesse processo, ao criar ambientes seguros, acolhedores e estimulantes para o desenvolvimento emocional das crianças. A rotina escolar, as interações mediadas por educadores e as propostas pedagógicas planejadas são consideradas fundamentais para que essas competências sejam trabalhadas de forma contínua e intencional”, complementa a diretora.

Entre as práticas adotadas na MiniMe estão atividades que estimulam a expressão de sentimentos, o trabalho em grupo, a escuta ativa, a resolução de conflitos e o fortalecimento da autonomia, sempre respeitando o ritmo de cada criança. Laila afirma que, ao integrar o desenvolvimento socioemocional ao cotidiano escolar, a educação infantil contribui não apenas para o aprendizado acadêmico, mas também para a formação de indivíduos mais equilibrados, empáticos e preparados para a convivência em sociedade.

Foto: Divulgação.

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