Cirurgia robótica para câncer de próstata terá cobertura obrigatória dos planos de saúde em 2026

Cirurgia robótica para câncer de próstata terá cobertura obrigatória dos planos de saúde em 2026

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou recentemente a inclusão da prostatectomia radical robótica no Rol de Procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. A medida torna a técnica disponível a partir de abril de 2026, ampliando o acesso ao método cirúrgico mais avançado para o tratamento do câncer de próstata. A decisão acompanha o movimento do SUS, que passou a ofertar a cirurgia robótica em agosto de 2025 após recomendação favorável da Conitec. Hoje, a rede pública já conta com cerca de 40 plataformas robóticas em funcionamento.

“O impacto para o paciente é enorme. A cirurgia robótica oferece mais precisão, menor sangramento, menos dor, alta mais rápida e melhor preservação da continência e da função sexual. É uma tecnologia que realmente muda a vida do homem com câncer de próstata”, comenta o cirurgião oncológico Felipe Conde, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

Segundo Conde, a decisão corrige uma defasagem histórica entre a tecnologia disponível e o acesso real da população. “A robótica já é padrão ouro nos maiores centros do mundo há duas décadas. Torná-la obrigatória no rol dos planos democratiza um tratamento que antes ficava restrito a poucos hospitais e a quem podia pagar”, completa. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 71,7 mil novos casos de câncer de próstata até o fim de 2025. A maioria dos diagnósticos ocorre após os 60 anos, fase em que os homens, muitas vezes, procuram menos serviços de saúde ou adiam a investigação de sintomas.

“A cirurgia robótica chega em um momento importante: não só tratamos melhor, como conseguimos oferecer uma recuperação mais rápida, o que facilita o acesso ao tratamento também para pacientes mais idosos ou com outras comorbidades”, afirma Conde.

Com a cobertura pelos planos, especialistas estimam aumento no número de equipes treinadas e maior interiorização da tecnologia. “Quando o acesso aumenta, o país forma mais cirurgiões, aperfeiçoa protocolos e melhora a qualidade assistencial como um todo. É um ciclo virtuoso que beneficia diretamente o paciente”, observa Conde.

Foto: Freepik.

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